quarta-feira, 16 de maio de 2012

Notícia internacional

 


Acordo, mediado pelo Egito, encerra greve de fome de dois presos palestinos, após 78 dias
15/05/2012

Baby Siqueira Abrão
Correspondente no Oriente Médio
Um acordo entre autoridades de segurança de Israel e representantes dos presos políticos palestinos foi assinado nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, 14 de maio. O acordo, que contou com a mediação do Egito, obteve o sinal verde de todas as facções e partidos da Palestina.
Mesmo assim, os prisioneiros levaram um dia inteiro discutindo os detalhes do documento antes de aceitá-lo, no começo da noite de segunda-feira. Parentes de Bilal Diab e Thaer Halahleh, há 78 dias em greve de fome, informaram ter recebido telefonemas de ambos, confirmando o fim da greve de fome. Pelo acordo, os mais de 2 mil grevistas têm 72 horas para voltar a ingerir alimentos, mesmo prazo que as autoridades sionistas têm para implementar as mudanças prometidas.
Em relação aos detidos sem acusação e sem direito a defesa, o compromisso é instaurar processo, nos casos em que houver acusação real, ou libertá-los assim que terminar o atual período da detenção administrativa. Israel não renovará esse período indefinidamente, como costuma fazer. Isso significa que grande parte dos detidos voltará para casa até agosto de 2012. Os seis homens em greve há mais tempo, e em risco de morte imimente – Bilal Diab (77 dias sem comer em 14 de maio), Thaer Halahla (77 dias), Jaafar Izz Addin (54 dias), Omar Shalal (69), Hasan Safadi (71) e Mahmoud Sirsik (54) –, serão encaminhados a um hospital civil israelense, para recuperação.
Israel se comprometeu a tirar das solitárias os presos em confinamento, a suspender o “decreto Shalit”, que tornou mais duras as regras prisionais após a captura do soldado Gilad Shalit pelo Hamas. Shalit foi libertado em outubro de 2011, mas as autoridades israelenses mantiveram o “decreto”, apesar das promessas de revogá-lo. Pelo acordo de agora, os prisioneiros poderão voltar a ler e a estudar, e os originários de Gaza receberão visitas de familiares, o que estava proibido pelas autoridades israelenses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário